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As apresentações que compõem as conferências atual e anteriores neste site são de acesso livre e estão disponíveis para leitura gratuitamente, em benefício de autores e leitores interessados.

 

APRESENTAÇÃO

O I Encontro de Estudos Fronteiriços será realizado em Jaguarão, de 26 a 28 de setembro de 2018, na Universidade Federal do Pampa. Organizado pelo Grupo de Pesquisa Línguas e Literaturas na Fronteira, composto por docentes do curso de Licenciatura em Letras – Português, Espanhol e suas respectivas Literaturas, o evento reunirá pesquisadores de universidades brasileiras e estrangeiras.

O Grupo de Pesquisa Línguas e Literaturas na Fronteira tem procurado refletir e debater sobre o lugar que habitamos enquanto espaço geopolítico, epistemológico, educacional e simbólico. Nós, profissionais que viemos de distintos lugares para atuar na construção de uma universidade multicampi que se estende pelas fronteiras sul do Brasil com Uruguai e Argentina, entendemos que investigar práticas culturais – de língua, de arte e de educação – desenvolvidas nessa região cultural é um modo de conhecermos e atuarmos nos imaginários simbólicos que as têm configurado historicamente.

Assumir uma posição a partir de onde investigar, longe de nos circunscrever ao local, nos permite refletir acerca das relações desse espaço geocultural com outros da América Latina, bem como com outras localidades do mundo globalizado. As perspectivas que têm sido assumidas no âmbito do grupo evidenciam o olhar interepistêmico com que temos investigado as práticas culturais da região, bem como nosso desafio em participar produtivamente de um campo de conhecimento que vem sendo concebido como Epistemologias do Sul (Souza Santos, 2010). Nosso diálogo horizontal com saberes múltiplos internos e externos ao nosso espaço geocultural pode ser acompanhado em publicações realizadas em diferentes eventos científicos, bem como nos dois livros que publicamos: Fronteiras, conceitos e práticas em contato (2014); Memórias e Perspectivas – 10 anos do curso de letras (2017).

Neste ano de 2018, buscando ampliar nossa interlocução com investigadores de diferentes universidades, professores e ativistas culturais dedicados ao estudo de fronteiras, promovemos o I Encontro de Estudos Fronteiriços: Línguas e Literaturas na Fronteira. O evento ocorrerá nos dias 26 a 28 de setembro na Universidade Federal do Pampa, cidade de Jaguarão. Parafraseando texto de Aldyr Garcia Schlee, escritor que é simbólico para este Grupo de Pesquisa, convidamos a todos que venham à Jaguarão também porque é um modo de experimentar estar no exterior sem sair do interior, um dos privilégios dos que habitam fronteiras geoculturais.

 

SIMPÓSIOS

A) Conhecimento linguístico e gramática: fronteiras entre o saber consciente e o saber inconsciente (Linha temática: Estudos linguísticos)

Sinopse:

Ao longo dos anos, a pesquisa no campo da aquisição de linguagem, notadamente dentro da abordagem inatista, avançou enormemente, apresentando muitas evidências a seu favor. Este campo vasto de pesquisa em torno da aquisição de linguagem vem demonstrando, ao longo dos anos, que a criança é dotada de um conhecimento inconsciente sobre a língua que pode ser observado desde os primeiros meses de vida. Até os cinco anos de idade, momento em que a criança passa a frequentar a escola, já podemos dizer que a criança tem domínio não só das palavras de sua língua, mas também de sua estrutura e suas possibilidades criativas. Com base nisto, não seria, no mínimo, espantoso que, ao chegar à escola, a premissa basilar para a disciplina de língua portuguesa seja a de que vai se ensinar o português às crianças? A qual português a escola se refere? À luz desta perspectiva, visamos enfocar o ensino de gramática na Educação Básica, procurando investigar de que modo as crianças partem do conhecimento linguístico inconsciente para o conhecimento linguístico consciente.

Coordenação:

Cristina de Souza Prim é professora da UTFPR Campus Curitiba. Possui graduação em Letras Português e mestrado em Linguística pela UFSC, e doutorado em Linguística pela Unicamp. Atua nas áreas de Sintaxe, Aquisição de Linguagem e Morfologia.

Leonor Simioni é professora da UNIPAMPA Campus Jaguarão. Possui graduação em Letras Português e Italiano pela UFRGS, mestrado em Linguística pela UFSC e doutorado em Linguística pela USP. Atua principalmente na área de Sintaxe.

Sabrina Casagrande é professora da UFFS Campus Realeza. Possui graduação em Letras Português e Mestrado em Linguística pela UFSC, e doutorado em Linguística pela UNICAMP. Atua nas áreas de Sintaxe e Aquisição de Linguagem.


B) O trabalho com o gênero textual nas fronteiras do ensino e da pesquisa (Linha temática: Gênero e discurso)

Sinopse:

O trabalho com os gêneros textuais/discursivos, seja no ensino, na pesquisa ou em atividades de extensão, tem trazido à tona aspectos interessantes relativos à noção de gênero e à sua análise enquanto (mega)instrumento de caráter social (Schneuwly e Dolz, 2004). São muitos os estudos realizados por diferentes perspectivas teóricas. Citamos algumas como a sócio-histórica e dialógica de Bakhtin; a análise crítica de Fairclough, o interacionismo sociodiscursivo de Bronckart. Nesse contexto, o presente simpósio tem como objetivo reunir diferentes trabalhos, tanto teóricos quanto práticos para discutirmos sobre as abordagens realizadas na área do discurso. Acolheremos pesquisas pautadas no ensino de gêneros textuais, voltadas à oralidade, à leitura e à escrita.

Coordenação:

Ida Maria Marins é mestra e doutora em Linguística Aplicada. Professora adjunta no curso de Letras na Universidade Federal do Pampa, campus Jaguarão. Suas áreas de interesse são estudos sobre ensino e aprendizagem de língua portuguesa e formação de professores. Tem publicações em livros e periódicos.

Cleide Inês Wittke é professora Associada da UFPEL, atuando na Graduação e na Pós-Graduação. Cursou Letras Português/Inglês e Português/Alemão na Unisc. É Mestra e doutora em Linguística Aplicada pela UFSM e pela PUCRS, com Pós-Doutorado em Didática das Línguas pela Universidade de Genebra. Suas atividades de ensino e pesquisa centram-se em teorias do texto e do discurso. Publicou três livros, vários capítulos de livros e artigos em diferentes periódicos.


C) Há fronteiras para a literatura como protagonista no ensino de línguas? (Linha temática: Linguagem e docência)

Sinopse:

Nosso lugar de fala – ora voltado para a língua, ora para a literatura – coloca em diálogo duas áreas que, na nossa perspectiva, estão em constante inter-relação. Por isso, partimos de um questionamento: há fronteiras para a literatura como protagonista no ensino de línguas? Como uma primeira resposta, destacamos as ideias de Encarna López Prats (2009, p. 29), estudiosa do tema que assegura que, na prática docente, os textos literários constituem uma maneira de apresentar potencialidades retóricas em diferentes formas de enunciação, com diferentes objetivos específicos, emotivos e poéticos que caracterizam o texto literário e que fazem dele um gênero especial. Com base nesta visão, defendemos que a presença da literatura, no contexto do ensino e aprendizagem de línguas, mais do que uma construção artística materializada na escrita que reúne amostras de traços culturais, estéticos e linguísticos amalgamados desde as camadas mais superficiais às mais profundas de um texto, é uma escolha político-pedagógica que implica em uma visão de ensino e de ser humano, por meio da qual o leitor/aprendiz assume que aprender é uma forma de constituir-se no mundo. Deste modo, no presente simpósio, nos propomos a refletir sobre a presença da literatura nas aulas de línguas, a partir da apresentação de pesquisas, de práticas de ensino e de extensão que discutam as línguas e literaturas em interface e ampliem o entendimento de que o ser humano está nos textos, da mesma forma que os textos estão no ser humano.

Coordenação:

Andrea Ualt Fonseca – Professora Mestre do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSul), Câmpus Pelotas – Visconde da Graça. É a atual responsável pelo idioma Espanhol no Núcleo de Idiomas, IFSul, e coordenadora do projeto de ensino “Aprendendo Espanhol através da Literatura: historias de miedo – los fantasmas del Río de La Plata.

Geice Peres Nunes – Professora Doutora do curso de Licenciatura em Letras, da Universidade Federal do Pampa, câmpus Jaguarão. É a atual tutora do Programa de Educação Tutorial em Letras. É a coordenadora do projeto de pesquisa “Oralidade e Fronteira: literatura oral, memória e história”, e do projeto de ensino “Cruzamentos: a literatura e as artes no ensino de língua espanhola”.


D) Idas e voltas, a construção de um território literário a partir da obra de Aldyr Garcia Schlee (Linha temática 4: Literatura, tradução e crítica de fronteira)

Sinopse:

Ángel Rama, em Transculturación Narrativa en América Latina (1982), reflete sobre a diversidade do continente latino-americano e propõe o desenho de um novo mapa latino-americano, ao pensar as relações entre regiões, culturas e literaturas: “regiones pueden encabalgar asimismo diversos países contiguos o recortar dentro de ellos áreas con rasgos comunes estableciendo así un mapa cuyas fronteras no se ajustan a las de los países independientes” (RAMA, 1982, p. 58). O chamado de Rama pela construcción de otros mapas da cultura na América passa a ser considerado por investigadores brasileiros desde final da década de oitenta. No que se refere às relações entre o sul do Brasil, Argentina e Uruguai, muitos voltaram-se predominantemente para um conjunto de obras literárias produzidas em torno da personagem do gaúcho-gaucho e deram visibilidade a um imaginário transnacional dessa região cultural. A produção ficcional de escritores da região, no entanto, oferece um imaginário muito mais diversificado, por escritores brasileiros, uruguaios ou argentinos, que desestabilizan os sistemas homogeneizadores de suas literaturas nacionais, com os imaginários criados e/ou incentivados por suas produções, como é o caso da ampla obra ficcional e de tradução do escritor Aldyr Garcia Schlee. Este simpósio pretende reunir leitores ocupados com a obra do autor jaguarense, sob várias perspectivas: crítico-analítica, comparativa, intertextual, contextual, dentre outras.

Coordenação:

Cátia Goulart – Professora adjunta do curso de Letras português, espanhol e respectivas literaturas, da Universidade Federal do Pampa, campus Jaguarão. Graduada em Letras Português pela Universidade Federal do Rio Grande (1994), com bolsa de iniciação cientifica 1992-1994. Especialista em Pensamiento Filosofico Latinoamericano, pela Facultad de Ciencias Sociales y Humanísticas de la Universidad Central de Las Villas, Cuba (1998). Mestre em Letras, com ênfase em História da Literatura, pela Universidade Federal do Rio Grande (2004), com bolsa integral CNPq e Doutora em Letras, com ênfase em teoria da Literatura, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2016), com bolsa parcial CAPES. Realizou estágio de Doutorado Sanduíche na Université Sorbonne, Paris IV, com bolsa integral CAPES e atua como professora da UNIPAMPA desde 2006, com experiência nas seguintes áreas: Teorias da Literatura, Epistemologias de Fronteira na América Latina, Literatura Brasileira Contemporânea e Ensino de Literatura.

Fabiane Resende – Graduada em Letras Português Inglês pela Universidade Federal do Rio Grande (1997), Mestre em História da Literatura pela Universidade Federal do Rio Grande (2004) e Doutora em Literatura Comparada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2012). Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Língua Portuguesa e Literatura, atuando principalmente nos seguintes temas:cultura e identidade sul-rio-grandense, cultura e literatura rio-pratense, regionalismo, conto de fronteira e produção textual em sala de aula. Ensino da literatura e de língua portuguesa, formação de leitor e letramento literário têm igualmente constituído tópicos de interesse de pesquisa e atuação profissional. Atualmente é professora de literatura da Universidade Federal do Rio Grande, atuando no âmbito da literatura infantil e juvenil, na formação de professores.


E) Lecturas desde el otro lado de la frontera: los caudillos en el discurso histórico y literario (Linha temática 4: Literatura, tradução e crítica de fronteira)

Sinopse:

La influencia política y militar de los caudillos durante todo el siglo XIX y parte del siglo XX en la Región ha sido determinante en la conformación del Estado Uruguayo y las relaciones políticas, económicas y culturales con la de los países limítrofes. El liderazgo de estos hombres, puesto de manifiesto tanto a través de la literatura como de la historiografía regional, nos ha permitido “reconstruir” la personalidad y el carisma de estos líderes que requieren el análisis de diferentes discursos que han operado en la construcción de la imagen del caudillismo. Es por ello que se propone trabajar el caudillismo no solamente a partir de un enfoque tradicional, sino que también analizar la construcción historiográfica y literaria que se ha hecho a partir de estos personajes y cómo ésta influyó en la conformación de la identidad de los partidos políticos uruguayos, de las relaciones políticas y culturales entre el Uruguay y los países vecinos y cómo a través del relato éstos forman parte de la construcción de las identidades nacionales de la región. Desde esta perspectiva, las traducciones resultan inevitable, no solo en el estricto sentido etimológico de la palabra que, en nuestro caso se pone de manifiesto en las lecturas críticas desde el otro lado de la frontera (fronteras trazadas a partir de situaciones históricas que no desplazaron puntos de unión y de contacto regional), sino también en el sentido metafórico, puesto de manifiesto a la hora de considerar los distintos discursos en torno al fenómeno del caudillismo en nuestra región y su naturaleza eminentemente híbrida. En este sentido, este simposio se propone abrir instancias de diálogo y de intercambio a partir de ese cruce de miradas, de discursos y de lecturas.

Coordenação:

Gerardo Cánepa Alvarez: Maestrando en Ciencias Humanas Opción Lenguaje, Cultura y Sociedad en la Universidad de la República. Profesor en el Instituto de Profesores “Artigas” (IPA) y en el Profesorado Semipresencial, CFE ANEP. Hace parte de la Comisión Organizadora de las Jornadas Treintaitresinas “Las voces de un lugar al Este”. Integra el grupo de investigación Grupo Interdisciplinario sobre Caudillismo en la Región. En sus estudios académicos convergen la lingüística del análisis del discurso con la literatura y la historia.

Leonardo Guedes Marrero: Maestrando en Ciencias Humanas Opción Historia Rioplatense en la Universidad de la República. Profesor de Teoría y Metodología de la Historia en el Consejo de Formación en Educación de Uruguay. Ejerce también la docencia en el Consejo de Educación Secundaria. Como investigador, integra los Grupos Interdisciplinarios sobre Caudillismo en la Región y de Historia de la Educación en el Uruguay. Colaborador del Portal Editores y Editoriales Iberoamericanos (siglos XIX-XXI)-EDI-RED.

Alejandra Torres Torres: Magíster en Ciencias Humanas, opción Literatura Latinoamericana, y doctoranda en Letras. Profesora de Literatura Uruguaya en UdelaR. Integra el Grupo de Investigación “Raros y Fantásticos en la literatura uruguaya (1963-2004). Historia, crítica y teoría”. Integra la Comisión organizadora de las Jornadas Treintaitresinas “Las voces de un lugar al Este”. Es Coordinadora en Uruguay de Edi Red, Portal Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes e integra los Grupos Interdisciplinarios sobre Edición en el Uruguay y sobre Caudillismo en la Región. Forma parte de la Red Latinoamericana de Cultura Gráfica desde 2017.


F) Poéticas das literaturas lusófonas (Linha temática 4: Literatura, tradução e crítica de fronteira)

Sinopse:

O estudo das literaturas que se expressam em Língua Portuguesa nos permite perceber que, ao longo de séculos, ficcionistas e poetas têm se preocupado com a identidade histórica de seus países, desde a península até as colônias além mar. É essencial que se perceba que as literaturas lusófonas se constituem, em muitos casos, a partir de questões ligadas a um passado mais distante (em revisitações, alegorias e paródias, por exemplo) e ainda ao passado recente (séculos XX e XXI). Fatores históricos como a ditadura militar brasileira e os seus entraves à liberdade, a Revolução dos Cravos em Portugal e os processos e guerras de independência das colônias na África são temas recorrentes na produção de incontáveis ficcionistas. Hoje, ao questionarmos a relevância da retomada desses temas, podemos diferenciar diversas poéticas que surgiram nos últimos anos: textos que se afastam da história e seus desdobramentos, configurando-se para além das fronteiras da memória e, também, territoriais ou que aprofundam as reflexões históricas, evidenciando a importância das discussões ainda inesgotáveis a respeito da identidade desses povos. A partir disso, este simpósio procura abordar as perspectivas dessas literaturas, levando em conta essas diferentes poéticas que compõem o panorama dinâmico do fazer literário da lusofonia na contemporaneidade.

Coordenação:

Gabriela Silva – Graduada em Letras, licenciatura plena em língua portuguesa e literaturas de língua portuguesa pela FAPA (Faculdades Porto-Alegrenses) em 2003; Especialista em Literatura Brasileira pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) em 2004; Especialista em Leitura: Teoria e Prática pela FAPA em 2005; Mestre em Teoria da Literatura na PUCRS em 2009; Doutora em Teoria da Literatura com a tese Fabulae Moriendi: a ficcionalização da morte em quatro romances da literatura portuguesa contemporânea pela PUCRS, 2013. Realizou estágio de doutorado-sanduíche na Universidade de Lisboa, Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras, sob a supervisão da Prof. Dra. Helena Carvalhão Buescu. Participou do grupo de pesquisa E o mar sempre à vista: a presença do espaço insular na narrativa açoriana pós-25 de Abril? Coordenado pelo Prof. Dr. Luiz Antonio de Assis Brasil. Integrou também o grupo de pesquisadores do Almanaque Luso-brasileiro vinculado à Universidade de Lisboa no Centro de Literaturas de Expressão Portuguesa. Também participa do grupo Figuras da Ficção coordenado pelo Prof. Dr. Carlos Reis da Universidade de Coimbra, Portugal. Realizou pós-doutorado com bolsa Capes de pós-doc na Universidade de Lisboa, Portugal, no Departamento de Estudos Comparatistas sob a supervisão da Prof. Dra. Helena Carvalhão Buescu com o projeto A novíssima Literatura Portuguesa: Novas identidades de Escrita. Atualmente é bolsista Capes ­– PNPD na Universidade Integrada do Alto Uruguai ­– URI em Literatura Comparada. Áreas de conhecimento: Literatura, Teoria da Literatura, Criação literária, Literatura Portuguesa e as relações entre filosofia e literatura.

Ilse Maria Vivian – Doutora em Letras (2014-CNPq) pelo Programa de Pós-graduação em Letras (CAPES 6) da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS sob as orientações da Dr. Maria Luíza Ritzel Remédios e da Dr. Sissa Jacoby. Estágio de doutorado (2012-CAPES) na Universidade de Coimbra sob orientação do Dr. Carlos Reis. Mestre em Letras (2004-CNPq) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS. Licenciada em Letras (2000) pela Universidade Federal de Santa Maria – UFSM. Seu conhecimento e experiência de pesquisa e de docência configuram-se na área de Letras, com trânsitos nas áreas de Filosofia, História e Sociologia. Atua principalmente nos seguintes campos: Língua Portuguesa, Literatura Portuguesa, Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, Teoria da literatura e Estudos Culturais. Integra os projetos de pesquisa Figuras da Ficção (Universidade de Coimbra) e Trânsitos teóricos e deslocamentos epistêmicos: feminismo(s), estudos de gênero e teoria queer (UFSM).

Silvia Niederauer – Possui graduação em Letras pela Universidade Federal de Santa Maria (1982), mestrado em Letras pela Universidade Federal de Santa Maria (1995) e doutorado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2007). Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Teoria da Literatura, Literatura Brasileira, Literatura Portuguesa e Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, atuando principalmente nos seguintes temas: leitura, literatura brasileira, literatura portuguesa, literaturas africanas de língua portuguesa, história e ficção, teoria da literatura. Integra o grupo de pesquisa Figuras da Ficção, coordenado pelo Prof. Dr. Carlos Reis, da Universidade de Coimbra – Portugal.


G) Regiões culturais nas Américas: pensamento crítico decolonial e práticas artísticas (Linha temática 4: Literatura, tradução e crítica de fronteira)

Sinopse:

Diversos pensadores latino-americanistas, rompendo com representações clássicas construídas ao longo da Modernidade, têm chamado atenção tanto para a condição plurinacional quanto para interconexões regionais ou transnacionais de expressivas regiões culturais nas Américas. Essas propostas, que nos desafiam a novas cartografias, têm sua genealogia marcada por diferentes linhas do pensamento desenvolvido por críticos como Antonio Candido (1972), Ángel Rama (1982), Cornejo Polar (1987) e Benitez Rojo (1989), entre outros.

A tensão entre homogeneização e heterogeneidade desencadeada pelo debate desses pensadores revitaliza-se nas últimas décadas com um chamado para pensarmos a plurinacionalidade de nossas nações, ou seja, como “un término que reconoce y describe la realidad de un país en el cual pueblos, naciones o nacionalidades indígenas y afrodescendientes – cuyas raíces anteceden el Estado nacional – conviven con blancos y mestizos.” (WALSH, 2012, p.104). Mas também para refletirmos sobre regiões enquanto construtos culturais que transgridem as fronteiras imaginadas das nações, como bem sinalizam as perspectivas apontadas por Káliman (1994), Grimson (2001) ou Achugar (2006).

Considerando que é, sobretudo, nas práticas artísticas, em especial com as que lidam com a palavra, que esses conflitos se mediatizam e atuam na construção de espaços culturais, o simpósio aqui proposto abre-se a todos/as que queiram contribuir com esse debate, tanto a partir de leitura de práticas artísticas que lidam com inter-relações culturais quanto com reflexões epistemológicas acerca do tema.

Coordenação:

Joselma Noal – Professora Adjunta Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Doutora em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande (2017), Mestre Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1995), graduada em Letras Licenciatura Plena Espanhol e Português pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1992). Atua na área de Letras, com ênfase em Língua Espanhola, Literaturas de Língua Espanhola e Escrita Criativa.

Cátia Goulart – Professora adjunta do curso de Letras português, espanhol e respectivas literaturas, da Universidade Federal do Pampa, campus Jaguarão. Graduada em Letras Português pela Universidade Federal do Rio Grande (1994), com bolsa de iniciação cientifica 1992-1994. Especialista em Pensamiento Filosofico Latinoamericano, pela Facultad de Ciencias Sociales y Humanísticas de la Universidad Central de Las Villas, Cuba (1998). Mestre em Letras, com ênfase em História da Literatura, pela Universidade Federal do Rio Grande (2004), com bolsa integral CNPq e Doutora em Letras, com ênfase em teoria da Literatura, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2016), com bolsa parcial CAPES. Realizou estágio de Doutorado Sanduíche na Université Sorbonne, Paris IV, com bolsa integral CAPES e atua como professora da UNIPAMPA desde 2006, com experiência nas seguintes áreas: Teorias da Literatura, Epistemologias de Fronteira na América Latina, Literatura Brasileira Contemporânea e Ensino de Literatura.

Emiliano Matías Campoy – Profesor de grado universitario en Lengua y Literatura. Doctor en de la Universidad Nacional de Cuyo Facultad de Filosofía y Letras. Director administrativo de la  Área de Revistas Científicas y Académicas de la facultad.


H) Territórios negros na comarca do pampa: memória, cultura e sociedade na construção de um espaço afro-platino (Linha temática 4: Literatura, tradução e crítica de fronteira)

Sinopse:

Pesquisas sobre a presença e contribuições culturais dos afrodescendentes vêm tomando proporções importantes no âmbito da academia para além da questão histórica da escravidão. Dos produtos resultantes dos encontros com os povos originários e das tensões com os europeus, irrompem reflexões sobre as estratégias de construção de uma memória afro-latino-americana. Para pensar o negro no sul do continente, propõe-se o conceito de comarca cultural de Ángel Rama (1982), referente às regiões dotadas de certa homogeneidade cultural característica na América Latina, e estabelece-se o espaço do pampa como recorte. Este simpósio abre espaço para debates em torno da contribuição da intelectualidade e das artes negras bem como suas representações na literatura, que retratam a luta pela sobrevivência dos negros no bioma pampa, registrando sua adaptação aos hábitos, à geografia e ao clima frio desta região que despertou pouco interesse dos colonizadores até o século XVIII.

Coordenação:

Liliam Ramos da Silva é doutora em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, professora do Departamento de Línguas Modernas do Instituto de Letras/UFRGS e colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Letras/UFRGS, atuando nas linhas de pesquisa Literaturas Estrangeiras Modernas e Pós-colonialismo e Identidades. Coordenadora do projeto Vozes negras no romance hispano-americano.

Alejandro Gortázar Belvis es doctor en Letras por la Universidad Nacional de La Plata (Argentina), docente de literatura uruguaya en la Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educación e investiga en temas de literatura escrita por afrodescendientes y representaciones étnico-raciales en la narrativa uruguaya.


I) Traduções e fronteiras do texto literário (Linha temática 4: Literatura, tradução e crítica de fronteira)

Sinopse:

Embates entre fidelidade e traição fazem parte da história da tradução literária. Houve tempos em que, no ato tradutório, se privilegiaram as semelhanças entre os idiomas muito mais do que suas diferenças, buscando dar conta de correspondências e equivalências linguísticas. Nesse aspecto, encobria-se a presença do tradutor, e era comum o equívoco de considerar a tradução como uma cópia inferior do texto original. No entanto, contemporaneamente, se reconhece que, se as línguas são diferentes, inevitavelmente um texto traduzido não tem como realizar uma reprodução perfeita, de forma que não existe uma única e ideal tradução.

Ao se transferir uma obra para uma tradição literária de outra língua – de outro espaço e, muitas vezes, de outro tempo –, carregam-se também elementos culturais que serão recriados no idioma de chegada, exigindo do tradutor um ato criativo paralelo ao do autor do original. Desse modo, entre movimentos que se afastam e que se aproximam, entre apropriações e deformações, a tradução revela multiplicidades de um texto literário, mostrando possibilidades e potencialidades desse texto. Nessa perspectiva, o trabalho do tradutor insere-se na fronteira entre conservar o mesmo – o texto original – e apresentar o outro – a tradução –, estendendo sentidos e forças expressivas de significação. Esse caminho fronteiriço é a proposta deste simpósio, que pretende estabelecer diálogos teóricos, críticos e literários sobre o ato da tradução.

Coordenação:

Amanda Duarte Blanco: mestre e doutora em Teoria e Análise Linguística. Professora substituta no IFRJ e docente colaboradora da Universidade de Brasília. Foi docente da área de Língua Portuguesa no curso de Traductorado Público da Universidad de la República – Uruguai. Trabalhou no setor de Traduções da Associação Latino-Americana de Integração e, atualmente, também é responsável técnica pelo projeto “Pontis: Práticas de Tradução”, financiado pelo Ministerio de Educación y Cultura de Uruguay.

Carlos Rizzon: mestre e doutor em Literatura Comparada. Professor Adjunto na Universidade Federal do Pampa, Campus Jaguarão, onde trabalha nas áreas de Literatura e Língua Espanhola. Desenvolve estudos que abordam os temas Fronteira, Regionalismo, Tradução e Biblioteca. É coordenador do projeto de pesquisa “Fronteiras da Tradução Literária”.

J) Estudos linguísticos e ensino da língua espanhola (Linha temática: Estudos linguísticos)

Sinopse:

Adquirir e ensinar uma segunda língua sempre foi um desafio, motivo que faz com que muitos estudiosos tenham buscado métodos e lançado teorias a fim de colaborar com a prática docente e a efetividade da aprendizagem de línguas. Nesse sentido, o ensino da Língua Espanhola e as pesquisas correlacionados a esse campo de estudo, especificamente no que diz respeito à Língua Espanhola Rio-Platense, marcam sua importância no sul do Brasil e nas faixas de fronteira dessa variedade linguística. As atuais metodologias para o ensino de L2 apontam para a relevância do desenvolvimento de diferentes competências linguísticas na construção de atividades didáticas para o ensino de Língua Espanhola. Ao considerar a relevância didática de metodologias e de pesquisas que contemplem os estudos linguísticos em diferentes níveis: fonético/fonológico, morfológico, sintático, semântico e prosódico na aquisição do Espanhol, espera-se fomentar a partir deste Simpósio a integração de professores e pesquisadores da área de Língua Espanhola, buscando compartilhar estudos diversos que abordem pesquisas linguísticas e experiências didáticas e metodológicas.

Coordenação:

Giane Rodrigues dos Santos: Possui graduação em Letras-Licenciatura Plena – Língua e Literatura Espanhola pela Universidade Federal de Pelotas (2000) , Mestrado em Letras pela Universidade de Passo Fundo (2007) e Doutorado em Letras- Linguística Aplicada pela UCPel (2014), com estágio de Doutorado-Sanduíche realizado na Universidade de Barcelona (2012). Atualmente é professora assistente na Universidade Federal do Pampa (Jaguarão). Tem experiência com ensino de espanhol/LE nas modalidades presencial e a distância (Rede Gaúcha de Ensino a Distância e UAB/UFPEL). Tem interesse na área de aquisição da fonética e da fonologia do Espanhol (L2).

Míriam Cristina Carniato: Possui graduação em Curso de Letras Português e suas respectivas Literaturas e Espanhol e suas respectivas Literaturas pela Universidade Católica de Pelotas (1995 e 1996) , Mestrado e Doutorado em Linguística Aplicada pela Universidade Católica de Pelotas (2000 e 2017). Atualmente é professora da Universidade Federal do Pampa . Tem experiência nas áreas de Letras e Pedagogia, com ênfase em Língua Espanhola, atuando principalmente nas seguintes linhas: Fonologia, Fonética, Língua Espanhola, Linguística e contato linguístico.

Patrícia Mussi Escobar Iriondo Otero: É professora efetiva de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-Rio-Grandense, no Campus Avançado Jaguarão, onde coordena do Projeto de Pesquisa “A Produção e a Percepção no Processo de Aquisição da Língua Espanhola por Falantes Nativos do Português Brasileiro”. Foi professora efetiva de ensino Básico, Técnico e Tecnológico do Instituto Federal Farroupilha, campus Alegrete, atuando na área de Letras: Português- Espanhol, Metodologia da Pesquisa, Didática e Projeto de Pesquisa. Também atuou como coordenadora adjunta de Pós-graduação (Especialização em Gestão Escolar). É Doutoranda em Linguística Aplicada pela Universidade Federal de Pelotas. É Mestre em Letras: Estudos da Linguagem pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal de Pelotas – UFPel. Pós-graduada em Gestão Empresarial pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Licenciada em Letras Português – Espanhol e respectivas Literaturas pela Universidade Federal do Rio Grande – FURG. Graduada em Publicidade e Propaganda e Relações Públicas pela Universidade Católica de Pelotas – UCPel.

 

 


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